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CAPTULO 5 
SUBSTANTIVO 
CONCEITO DE SUBSTANTIVO 
Substantivo  a palavra com que nomeamos os seres em geral, e 
as qualidades, aes, ou estados, considerados em si mesmos, independentemente dos seres com que se relacionam. 
A temos, na prpria definio, a primeira base para a classificao 
dos substantivos: 
CONCRETOS E ABSTRATOS 
IP grupo: O dos que designam seres que tm existncia independente, ou que o pensamento apresenta como tal. Pouco importa que tais seres sejam reais ou no, materiais 
ou espirituais. So os substantivos CONCRETOS. 
2. grupo: O dos que designam nomes de qualidades, aes ou estados - umas e outros imaginados independentemente dos seres de que provm, ou em que se manifestam. 
Chamam-se substantivos ABSTRATOS. 
No 1. grupo esto compreendidos os nomes que indicam: 
a) Pessoas: Marcelo, Valentina, Evangelina, ngela, professora, mdico. 
b) Animais: cavalo, guia, tigre, co, boi, mosquito. 
c) Vegetais: rvore, planta, vitria-rgia, rosa. 
d) Objetos: livro, mesa, faca, lpis. 
e) Lugares: Brasil, Paris, Ipanema, Terra, Lua. 
J Entidades: diabo, alma, fada, lobisomem, saci. 
g) Minerais: gua, ouro, cobre, mercrio, chumbo. 
Ii) Fenmenos: chuva, nevoeiro, vento. 
i) Instituies: parlamento, dinheiro, tribunal. 
j) Concepes: crculo, algarismo, smbolo. 
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O 2P grupo abrange nomes que indicam: 
a) Qualidades: formosura, tristeza, bondade, palidez, desdm, ira, coragem, dio, inteligncia, pessimismo, frio, calor. 
b) Aes: adorao, agradecimento, resoluo, vingana, casamento, encontro, zombaria, caa. 
c) Estados: morte, vida, sonho, cegueira. 
Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos, ou concretos - conforme o sentido em que se empregam. 
Deste modo, redao, por exemplo,  nome abstrato, quando significa 'o ato de redigir', numa frase como esta: 
A redao das leis requer clareza e preciso. 
Como sentido, porm, de 'trabalho escolar escrito',j passa a nome 
concreto: 
Na redao deste aluno, assinalei, a lpis vermelho, vrios erros graves. 
Outro exemplo: 
Em 
A pintura nwderna impressiona mais do que a antiga. -, 
o substantivo pintura quer dizer 'o ato de pintar' - nome abstrato, portanto. 
Mas, em 
A 'Gioconda'  uma pintura clebre. -, 
o mesmo substantivo significa 'o quadro', e,ento, estamos diante de um substantivo concreto. 
Substantivos abstratos de qualidade tornam-se concretos quando se 
usam no plural: 
a riqueza (abstrato) - as riquezas (concreto) 
o bem (abstrato) os bens (concreto). 
 comum que se imaginem como seres animados algumas idias abstratas: a palavra morte, por exemplo, alm de se nos apresentar ao esprito como nome abstrato, a indicar 
mero estado, personifica-se quase sempre como uma figura malfazeja, de foice na mo - com uma forma que a imaginao coletiva j fixou. Neste ltimo caso, costuma 
escrever-se com inicial maiscula (a Morte). 
Tambm se concretizam as qualidades personificadas - como, numa 
pea de teatro, as personagens Fama, Glria, etc. 
A este processo de personificao de coisas abstratas d-se o nome 
de - alegoria. 
67 
COMUNS E PRPRIOS hand 
COLETI VOS band 
band 
hoan 
Os substantivos podem ser de extenso diferente; ora expressam a cabic 
espcie (homem, menina, cidade, rio, etc.), ora um indivduo da es- cach 
pcie (Bruno, Mimi, Belm, So Francisco, etc.). Os primeiros cha- cfil 
mam-se COMUNS; os outros, PRPRIOS. camt 
Entre aqueles convm salientar os que exprimem uma coleo de canci 
seres, ou certas entidades coletivas. So os COLETIVOS, que se sub- caras 
classificam em: cardi. 
chok 
gerais chusi 
indeterminados clero 
L partitivos 
cone: 
numricos conc 
determinados - conc 
1 especiais cong 
cong 
Os indeterminados no aludem  quantidade dos seres da coleo. consi 
Dizem-se gerais, se expressam um todo; exemplo: exrcito, que  a 
totalidade dos militares integrantes dessa Fora Armada. E partiti vos, consi 
se expressam uma parte de um todo; exemplo: batalho, que  uma corja 
parte do exrcito. elenc 
Os determinados, ao contrrio, aludem ou  quantidade, ou  qua- enxo 
lidade dos seres da coleo. Se  primeira, chamam-se numricos; exem- esqu; 
plos: par, casal, terno, dzia, dezena, grosa, centena, milheiro. Se esqu 
 segunda, especiais. Quando se diz, por exemplo, cardume, j se sabe fato 
que  um agrupamento de peixes. fauni 
Eis alguns coletivos determinados especiais: flora 
feixe 
alavo - de ovelhas leiteiras frota 
alcatia de lobos junta 
armento - de gado grande (bfalos, elefantes, etc.) joldr: 
arquiplago - de ilhas legi 
assemblia - de parlamentares, de membros de associaes, com- malta 
panhias, etc. mani 
haixela - de objetos de servir  mesa matil 
banca - de examinadores, de advogados matu 
68 
banda 
bandeira 
bando 
hoana 
cabido cacho 
cfila 
cambada 
cancioneiro 
caravana 
cardume 
choldra 
chusma 
clero 
conselho 
concilibulo 
concflio 
conclave 
congregao 
congresso 
consistrio 
constelao 
corja 
elenco 
enxoval 
esquadra 
esquadrilha fato 
fauna 
flora 
feixe 
frota 
junta 
j oldra 
legio 
malta 
manada 
matilha 
matula 
- de msicos 
- de garimpeiros, exploradores de minrios 
- de aves, de ciganos, de salteadores 
- de peixes midos 
- de cnegos (como conselheiros de bispo) 
- de uvas, de bananas 
- de camelos 
- de caranguejos, de malvados, de chaves, etc. 
- de poesias, de canes 
- de viajantes 
de peixes 
de assassinos, de malfeitores 
- de pessoas da plebe, de criados 
- representa a classe dos sacerdotes 
- de vereadores, de diretores, de juzes militares 
- de feiticeiros, de conspiradores 
- de bispos 
- de cardeais (para o fim exclusivo de eleger o Papa) 
- de professores, de religiosos 
- de senadores e deputados, de cientistas 
- de cardeais (sob a presidncia do Papa, para deliberar sobre interesses da Igreja) 
de estrelas 
- de vadios 
- de atores 
- roupas e mais objetos de noivas, colegiais, etc. 
- de navios de guerra 
- de avies 
de cabras 
- conjunto dos animais de uma regio 
conjunto dos vegetais de uma regio 
- de capim, de lenha 
de navios mercantes, de nihus, de txis 
- de bois, de mdicos, de credores, de examinadores 
- o mesmo que choldra 
- de soldados, de demnios 
- de desordeiros 
- de bois, de elefantes 
- de ces de caa 
- de desordeiros, de vagabundos 
69 
ninhada - de pintos 
nuvem de gafanhotos, de p 
penca - de bananas, de chaves 
quadrilha - de bandidos, de ladres 
rebanho - de ovelhas, de gado em geral 
rcua - de cavalgaduras 
rstia - de alhos, de cebolas 
repertrio - de peas teatrais 
resma - de papel 
revoada de pssaros 
scia de pessoas desonestas 
talha - de lenha 
vara - de porcos 
O coletivo especial exclui, em regra, a necessidade de se nomear a pessoa ou coisa a que se refere. Dir-se-, no entanto, junta de mdicos, junta de bois, junta 
de examinadores, ou manada de elefantes, manada de bfrilos, ou ainda, bando de aves, bando de ciganos, bando de ladres, etc., sempre que a significao do coletivo 
no for especfica. 
GNERO 
Gnero " uma classificao puramente gramatical dos substantivos em dois grupos, masculinos e femininos, segundo a terminao 
do adjetivo acompanhante".* 
Masculino  o substantivo que se puder juntar  forma masculina 
de um adjetivo, ou ao artigo o; feminino, o que se puder juntar  forma 
feminina de um adjetivo, ou ao artigo a. 
"Entre os adjetivos, h alguns de uma s terminao, como jovem, azul, prudente; eles no tm acidente de gnero. Nos outros, belo, bela, etc...., a dupla terminao 
lhes fixar o gnero. Apesar disso, no se diz que um adjetivo  masculino, ou feminino: prefere-se dizer que tem a terminao masculina, ou a feminina. 
* Amado Alonso e Pedro Henrfquez Urena, Grannirica casteilana, oh. cit., p. 64. Este livro dos eminentes mestres da lngua espanhola de leitura indispensvel para 
quem deseje modernizar seus conhecimentos de teoria gramatical. 
70 
Os substantivos  que se chamam propriamente masculinos, ou femininos, porque cada substantivo  classificado num ou noutro grupo; ao contrrio, os adjetivos, com 
sua dupla terminao, so classificadores. Quando se diz a terminao masculina, ou a terminao fe,ninina do adjetivo, indica-se por esse meio a terminao que 
o adjetivo adota para referir-se aos substantivos masculinos, ou aos femininos."* 
MEIOS DE EXPRESSO DO GNERO 
SUBSTANTIVOS DE GNERO NICO 
Compreendem, primariamente, trs tipos: 
]P tipo: Substantivos que apresentam um s gnero gramatical para designar pessoas de um e outro sexo. Chamam-se sobrecomnuns: 
o algoz a criana 
o apstolo a criatura 
o cnjuge a pessoa 
o indivduo a testemunha 
o verdugo a vftima 
2. tipo: Substantivos que apresentam um s gnero gramatical para designar animais de um e outro sexo. Chamam-se epicenos: 
o albatroz a guia 
o hadejo a baleia 
o besouro a borboleta 
o condor a cobra 
o gavio a codorniz 
o jaguar a formiga 
o rinoceronte a mosca 
o rouxinol a ona 
o tatu a pulga 
o tigre a tartaruga 
3f3 tipo: Substantivos que apresentam um s gnero gramatical para 
* Amado Alonso e Pedro Henrfquez Urefia, ob. cit., p. 65 
71 
designar coisas (vegetais, minerais, objetos, entidades, instituies, qualidades, etc.): 
o diamante 
o livro 
o navio 
o vento 
o tribunal 
a alma 
a beleza 
a estrela 
a faca 
a rosa 
De modo geral, nomes terminados em o tono so masculinos; e femininos os que terminam em a tono. Todavia, h um grupo de substantivos em a que so masculinos, 
como, por exemplo, clima, cometa, mapa, alm - e isto de maneira sistemtica - dos nomes de origem grega finalizados em - ema, ou oma: 
antema fibroma 
aroma fonema 
axioma idioma 
carcinoma morfema 
cinema poema 
coma problema 
diadema sistema 
dilema telefonema 
diploma tema 
emblema teorema 
estratagema trema 
SUBSTANTIVOS DE DOIS GNEROS, SEM FLEXO 
Possuem uma s forma para os dois gneros: o artigo ou a terminao do determinativo acompanhante  que os apontaro como masculinos, ou femininos. Chamam-se comnu,zs-de-dois-gner
os: 
o aborgine a aborgine 
o agente a agente 
o artista a artista 
o atendente a atendente 
o camarada a camarada 
o colega a colega 
o colegial a colegial 
o cliente a cliente 
o dentista a dentista 
o estudante a estudante 
o gerente a gerente 
72 
o herege a herege 
o imigrante a imigrante 
o indgena a indgena 
o intrprete a intrprete 
o jornalista a jornalista 
o mrtir a mrtir 
o pianista a pianista 
o protestante a protestante 
o selvagem a selvagem 
o servente a servente 
o silvcola a silvcola 
um artista uma artista 
artista talentoso artista talentosa 
Observao: 
A fora do uso j1 consagrou as formas flexionadas infanta, parenta e presidenta. 
PARES I)E SUBSTANTIVOS SEMANTICAMENTE OPOSITIVS 
H substantivos privativamente masculinos a que se relacionam semanticamente outros, exclusivamente femininos. E como cabe interpretar,  luz da exata descrio 
lingstica, pares como os seguintes: 
bode/cabra macho/fmea 
cavalo/gua touro/vaca 
homem/mulher varo/matrona 
"Tal interpretao, a nica objetiva e coerentemente certa, se estende aos casos em que um sufixo derivacional se restringe a um substantivo em determinado gnero, 
e outro sufixo, ou a ausncia de sufixo, em forma nominal no-derivada, s se aplica ao mesmo substantivo em outro gnero. Assim, imperador se caracteriza, no flexionalmente, 
pelo sufixo derivacional -dor, e imperatriz, analogamente, pelo sufixo derivacional -triz. Da mesma sorte, galinha  um diminutivo de galo, que passa a designar 
as fmeas em geral da espcie 'galo', como perdigo  um aumentativo limitado aos machos da 'perdiz'. Dizer que 
-triz, inha ou o so a flexes de gnero  confundir flexo com derivaO."* 
* Matoso Cinara ir., Estrutura da lngua portuguesa, Petrpolis, Vozes, 1970, p. 79. Ver, ainda, Proble,nas de lingstica descritiva, do mesmo autor e da mesma 
editora, 1970, p. 62. 
73 
INDICAO DO GNERO POR MEIO DE FLEXO 1iso 
irmo 
Afora os casos examinados, os substantivos costumam flexionar-se pago em gnero, pelo acrscimo ao masculino da desinncia a (com supres- peo so da vogal temtica 
aos nomes de tema em -o e em -e): sacristo 
lob(o) + a = loba; mestr(e) + a = mestra; pastor + a = pas- sintro tora. 
Aqui se enquadram, com pequena adaptao morfolgica, os suhs- 3) ona: Este proc 
tantivos terminados em o acentuado - que se distribuem em trs ti- alguns exemplos: 
pos: oa,  e ona. besunto 
honacho 
1) oa: figuro 
abego ahegoa resmungo 
anfitrio - anfitrioa (Ou anfitri) respondo 
beiro - beiroa solteiro 
breto hretoa (ou bret) valento 
ermito - ermitoa 
hortelo horteloa Escapam a esses 1 
leo leoa zngo 
leito leitoa sulto 
patro - patroa perdigo 
pavo pavoa magano 
lebro 
rasco - rascoa 
tabelio tabelioa ladro 
vilo - viloa (ou vil) 
co 
2)  baro 
aldeo - alde Observao: 
alemo alem Pode dizer-se zango 
ano an 
ancio anci 
breto bret (ou hretoa) Particularidades 
castelo - castel 
catalo - catal 1. SUBSTANTIVOS Dl 
charlato - charlat OU DE GNERO VJ 
cidado - cidad 
Apresentam duplo 
cirurgio cirurgi 
coimbro - coimhr acau 
comarco - comarc faringe 
corteso - cortes inambu 
cristo - crist laringe 
74 
3) ona: Este processo  prprio sobretudo dos aumentativos. Eis alguns exemplos: 
besunto 
honacho 
figuro 
resmungo 
respondo 
solteiro 
valento 
- besuntona 
- honachona figurona 
resmungona 
- respondona 
- solteirona valentona 
1. SuBSTAN'rIvOs DE DUPLO GNERO OU DE GNERO VACILANTE 
Apresentam duplo gnero, entre outros, os substantivos abaixo: 
acau personagem 
faringe pijama 
inambu pre 
laringe vspora 
faiso irmo pago peo 
sacristo sintro 
fais 
irm 
pag 
pe (ou sacrist 
- sintr 
peona) 
tipos: 
Escapam a esses zngo 
sulto 
perdigo 
magano 
lebro 
ladro 
co 
baro 
abelha sultana 
- perdiz magana 
- lebre 
- ladra (mas existem tambm as formas: 
ladroa e ladrona) 
- cadela 
- baronesa 
Obsen'ao: 
Pode dizer-se zango (oxftono), Ou zango (paroxtono). 
Particularidades 
75 
Observao: 
Embora seja palavra etimologicamente masculina (o grama), diz-se hoje, corretamente, a grama, duzentos gramas, etc. Isto no obstante, mantm-se o gnero masculino 
nos mltiplos e submltiplos: o quilograma, um miligrama. 
No uso de alguns substantivos tem havido certa vacilao. 
Recomenda-se, especialmente, a fixao do gnero dos substantivos 
seguintes: 
incisculinos: femininos: 
gape abuso 
alvar alcone 
antflope aluvio 
caudal anlise 
champanha araqu 
cl spide 
contralto haitaca 
diabete ou diabetes cal 
eclipse derme 
gengibre fcies 
hosana filoxera 
lana-perfume guriat 
pampa hlice 
praa (soldado raso) jaan 
sabi juriti 
sanduche omoplata 
soprano ordenana 
suter rs 
tapa sentinela 
teir suuarana 
vau sucuri 
tbia 
usucapio* 
2. SUBSTANTIVOS CUJA SIGNIFICAO 
VARIA COM A MUDANA DE GNERO 
o cabea a cabea 
o caixa a caixa 
o capital a capital 
* Cf. Nlson Vaz, Grafia e gnero de usucapio", separata da Revista Jurdica, Rio de Janeiro, 1958. 
76 
o cisma - a cisma 
o cometa - a cometa 
o crisma - a crisma 
o cura - a cura 
o guarda a guarda 
o guia - a guia 
o lente a lente 
o lngua - a lngua 
o moral - a moral 
FORMAS FEMININAS DIGNAS DE NOTA 
Para simples consulta, eis um bom rol de substantivos masculinos 
acompanhados de seus correspondentes femininos - rol apresentado 
de maneira promscua, sem obedincia  sistematizao atrs formulada: 
abade - abadessa 
ator - atriz 
alcaide alcaidessa, alcaidina 
aviador - aviadora 
bode - cabra 
cantor - cantora, cantadora, cantarina e cantatriz 
cantador cantadeira 
cavaleiro - cavaleira e amazona 
cavalheiro - dama 
cavalo - gua 
compadre comadre 
cnego - canonisa 
conde - condessa 
cnsul consulesa 
czar - czarina 
deus - deusa e dia 
dicono - diaconisa 
doge dogesa 
druida - druidesa 
elefante - elefanta* 
* O termo ali  peregrinismo da linguagem literria, com o qual os escritores 
designam especialmente a fmea do elefante do Ceilo, que apresenta a singularidade 
de no possuir dentes. (Cf. SebastiAo Rodolfo Delgado, Glossrio luso-asitico, 2 
vois., Coimbra, Imprensa da Universidade, 1919, Vol. 1, p. 24.) 
Existe a variante alis. (Cf. Gonalves Viana, Aposti las aos dicionrios portugueses, 2 vols., Lisboa, Clssica, 1906, vol. 1, p. 47.) Ampla discusso do assunto 
pode ler-se em Edmlson Monteiro Lopes, Atualizao gramatical do portugus do Brasil, Fortaleza, Secretaria de Cultura e Desporto, 1983, pp. 123-32. 
77 
embaixador - embaixadora e emhaixatriz* 
frade freira 
fel - felana 
frei sror (ou soror) 
flmine - flamnica 
genro - nora 
gigante giganta 
grou - grua 
heri herona 
homem - mulher N 
javali - javalina ou m 
jogral - jogralesa Sc 
juiz - juza de eni 
landgrave - landgravina nota r 
macho - fmea reban 
maestro - maestrina No 
maraj - marani que e. 
melro - mlroa espci 
monge - monja cav 
oficial oficiala c 
padrasto - madrasta raz1 
padre - madre de nk 
pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja 
papa - papisa st 
parvo prvoa 
pton - pitonisa 
prior - priora, prioresa O 
profeta - profetisa ferent 
raj - rani Ex 
rapaz - rapariga 
rei - rainha 
ru -r 
sacerdote - sacerdotisa 
sandeu - sandia FORP 
senador - senadora 
tabaru - taharoa O r 
um m 
* Assim se distinguem embaixatriz e embaixadora: a primeira  a mulher de um embaixador; a segunda, a representante diplomatica, ela mesma, de um pas em ou tro 
S 
78 
NMERO 
Nmero  o acidente gramatical que indica se o ser nomeado  um ou mais de um. 
So dois os nmeros: o SINGULAR, que se refere a um ente ou grupo de entes, como - a criana, o peixe, o rebanho; o PLURAL, que de- nota mais de um ente ou grupo 
de entes: as crianas, os peixes, os rebanhos. 
Note-se que o singular pode exprimir um ser individual (o homem que esteve omitem aqui, o relgio que comprei, um cavalo), ou uma espcie (o homem  mortal, o relgio 
serve para marcar as horas, o cavalo  ruminante). 
Conservam-se geralmente no singular os nomes de massa, que, em razo de no se poderem contar por unidades, no comportam a noo 
de plural. 
Esto no caso, por exemplo: 
gua, estanho, leite, manteiga, platina, sangue, vinho, zinco. 
"O plural aplicado a alguns destes nomes de massa designa as diferentes espcies, as divises artificiais e a massa fragmentada. 
Exemplos: 
vinhos, guas, mares (que banham um continente), pedras, carves. " 
O morfema de plural  o s (com uma variante es), que se ope a um morfema zero, sinal particularizante do singular. 
* Said Ali, Gramtica secundria da lngua portuguesa, cit., p. 69. 
touro varo veado zagal 
- vaca 
- matrona, mulher veada 
- zagala 
FORMAO DO PLURAL 
79 
Apenas fogem  singeleza desse mecanismo morfolgico os nomes "Cert 
paroxtonos j terminados em s (ou em x), nos quais a identificao tuado e ii 
do nmero se faz pela concordncia com um determinante: Dessa 
alferes, atlas, lpis, osis, ourives, pires, fnix, nix, trax. guintes: 
Assim, re 
alferes correto (singular) alferes corretos (plural) rp 
lpis vermelho (singular) - lpis vermelhos (plural) prc 
um trax aberto (singular) - dois trax abertos (plural) prc 
SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM VOGAL, OU DITONGO NOMES 
Recebem s: Apres 
monte - montes; caf - cafs; sapoti - sapotis; bambu - bam bus 
div - divs; rf - rfs; pai pais; me - mes. a) e 
Aqui se incluem os nomes finalizados em em, im, om e um - cujo bal 
m se troca em n antes de receber o s: fei 
vintm - vintns; jardim - jardins; bombom bombons; je- nu 
jum - jejuns. b) tlo 
SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM CONSOANTE 
a) aos terminados em r, z, n ou s (este em sflaha tnica) junta-se es: pa 
mulher - mulheres, c) e 
cruz - cruzes; p 
abdmen - abdmenes (mas tambm: abdomens); - 
gs - gases; tal 
portugus - portugueses. 
Observa oes: m a 
1) Carter faz caracteres. do plur 
2) Jnior = juniores. 
3) Snior = seniores, a 
4) Cais e cs so invariveis. al 
b) os terminados em 1 comportam-se de acordo com a vogal que 
precede esta consoante. Assim: 
ai, ei, ol, ul: - tm o 1 substitudo por is: cl 
jornal - jornais; papel - papis; mel - mis (ou meles); farol CC 
- faris; lcool - lcoois; paul - pauis. d 
ii: se for tnico, o ii se troca em is; se tono, em eis: et 
fuzil - fuzis; covil - covis; rptil - rpteis. 
* J. 1 
Observao: da lngu 
Mal e cnsul tm, respectivamente, os plurais males e cnsules. 1944, p 
80 
"Certas palavras em ii admitem na lngua atual pronncia em ii acentuado e ii tono, de sorte que apresentam duas formas de plural possveis. 
Dessas palavras so especialmente merecedoras de registro as seguintes: 
reptil (oxtono) - reptis 
rptil (paroxtono) rpteis 
projetil (oxtono) - projetis 
projtil (paroxtono) - projteis." * 
NOMES TERMINADOS EM 'O' ACENTUADO 
Apresentam-se trs terminaes no plural: es, os, (zes. 
a) es: 
balo - bales; leo - lees; corao - coraes; feijo - feijes; opinio opinies; peo - pees, etc. (E o grupo mais numeroso). 
b) os: 
pago - pagos; irmo - irmos; gro - gros; desvo desvos; cidado - cidados; corteso - cortesos (e todos os paroxtonos: rgo - rgos; bno - bnos; 
glfo - glfos). 
c) es: 
po - pes; escrivo - escrives; sacristo sacristes; alemo 
- alemes; capito - capites; capelo - capeles; tabelio - tahelies; deo - dees; faiso - faises; guardio - guardies. 
Em alguns nomes, por certa confuso popular, encontra-se, ao lado 
do plural legtimo, outro ou outros mais ou menos usados: 
alo - alos, ales e ales 
aldeo - aldeos e aldees 
ano - anos e anes 
ancio - ancios, ancies e ancies 
castelo - castelos e casteles 
charlato - charlates e charlates 
corrimo - corrimos e corrimes 
deo - dees, deos e dees 
ermito - ermitos, ermites e ermites 
* J. Matoso Cmara Jr., Granutica - 1a e 2a sries ginasiais, na obra Curso da lngua ptria, de J. Matoso Cmara Jr. e Rocha Lima, Rio de Janeiro, F. Briguiet, 
1944, pp. 23-4. 
81 
Notas 
Ap 
exempi 
Sig 
guardio - guardies e guardies For 
sulto - sultes e sultes nos IS, 
vero - veros e veres 
vilo - vilos e viles NOM 
SUBSTANTIVOS QUE SE USAM SOMENTE NO PLURAL Cai 
anais, antolhos, arredores, arras, calendas, cs, condolncias, ems damas (- jogo de), endoenas, esponsais, esposrios, ex- a) quias, fastos, frias, fezes, manes, 
matinas, npcias, culos*, vem 1 olheiras, primcias, psames, vveres, etc..., alm dos nomes dos 
naipes: copas, espadas, ouros, paus. 
b) 
PLURAL DOS DIMINUTIVOS 
O plural dos diminutivos portadores dos sufixos -zinho e -zito  ob tid 
pondo-se neste nmero tanto o sufixo como o substantivo, a cuja E 
forma do plural se suprime, porm, o s. xc 
Exemplos: 
papel + zinho - papi(s) + zinhos 
boto + zinho - hote(s) + zinhos 
NOMES PRPRIOS DE PESSOA 
Pluralizarem-se  a regra (desde que a sua forma se adapte a pluralizao): 
"Os dois Snecas, os trs Andradas, os dois Plnios, os Albu- c) 
querques e os Cates." (FREIRE, apud Carneiro Ribeiro) tivos u 
"(...) no salo dos Seabras." (MACHADO DE Assis) moa, Lembre-se o nome da obra-prima de Ea de Queirs: Os Maias. For 
* Os determinativos devem vir no plural: a) ( 
ineus culos, estes culos' -, e no rneu culos', etc. S 
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Notas soltas: 
A palavra av tem o plural avs quando designa o av paterno + o av materno; 
exemplo: Nao conheci meus avs. 
Significando o av + a av, ou, em geral, os ascendentes, seu plural  avs. 
Formam o plural normalmente os nomes de letras e os de nmeros: pr os pontos 
nos is, escreva dois bs, os ags foram suprimidos, a prova dos noves, dois cincos, etc. 
NOMES COMPOSTOS 
Campeia a maior diversidade neste terreno. Corno regras fixas podem-se apontar, talvez, apenas as seguintes: 
a) Seguem a norma geral os substantivos compostos que se escrevem ligadamente, sem hfen: 
aguardente(s) lobisomen(s) pontap(s) 
clarabia(s) malmequer(es) vaivn(s) 
b) Varia apenas o segundo elemento nos compostos de: 
palavra invarivel + palavra varivel; 
verbo + substantivo; 
gro ou gr + substantivo; 
palavras repetidas. 
Exemplos: 
vice-diretor - vice-diretores 
sempre-viva sempre-vivas 
beija-flor beija-flores 
quebra-mar quebra-mares 
gro-duque - gro-duques 
gr-cruz - gr-cruzes 
tico-tico tico-ticos 
Tambm assim se pluralizam os nomes de rezas; 
padre-nosso, padre-nossos; 
ave-maria, ave-marias 
c) Varia somente o primeiro elemento nos compostos de substantivos unidos por preposio: p-de-moleque, ps-de-moleque; beijo-demoa, beijos-de-moa; mula-sem-cabea, 
mulas-sem-cabea. 
Fora destes casos, sigam-se,  guisa de orientao, estes princpios: 
a) Compostos de 
substantivo + substantivo 
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substantivo + adjetivo PLUR 
adjetivo + substantivo. 
Hs 
Flexionam-se, geralmente, ambos os elementos. cimo d 
Exemplos: gal tn] 
carta-bilhete, cartas-bilhetes; cirurgio-dentista, cirurgies-dentis- aberto. 
tas; fogo-ftuo, fogos-ftuos; amor-perfeito, amores-perfeitos; Eis 
pblica-forma, pblicas-formas; segunda-feira, segundas-feiras. abrolho 
b) Compostos de dois substantivos, o segundo dos quais limita a significao geral do primeiro. De regra, s este vai para o plural.  Exemplos: 
banana-ma bananas-ma 
caneta-tinteiro - canetas-tinteiro 
saia-balo - saias-balo 
cavalo-vapor - cavalos-vapor 
Conforme a tradio do idioma, o plural de guarda-marinha  guardas-marinha; modernamente, usa-se tambm guardas-marinhas. 

c) Compostos de verbo + verbo, 
Vo para o plural ambos os termos, no caso de se repetirem: 
bule-bule, bules-bules; corre-corre, corres-corres; pega-pega, 
pegas-pegas.  
Quando o segundo verbo for o oposto do primeiro, fica invarivel a palavra: 
os perde-ganha, os leva-e-traz; vaivm, que se escreve numa palavra  s, tem o plural vaivns. 

d) Compostos cujo segundo elemento j est no plural. No variam. 
Exemplos: 
os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes, 
So, outrossim, invariveis: 
os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus. 
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adorno algoz almoo 
estojo bojo 
bolso globo gosto 
- adornos 
- algozes 
- almoos estojos 
- bojos 
- bolsos 
- globos gostos 
olho() 
osso 
ovo 
poo 
porto 
posto 
povo renovo rogo socorro tijolo toco tojo torno tremoo troco troo 
esposo pescoo polvo reboco rebojo sogro soro 
- olhos() 
- ossos 
- ovos 
- poos 
- portos 
- postos 
- povos 
- renovos 
- rogos 
- socorros 
- tijolos 
- tocos tojos 
- tornos 
- tremoos 
- trocos troos 
- esposos 
- pescoos 
- polvos 
- rebocos 
- rebojos sogros 
- soros 

PLURAL COM MUTAO VOCLICA 
H substantivos que tm o plural formado regularmente com acrscimo de s  forma do singular, mas sofrem mudana de timbre da vogal tnica, passando o o fechado 
da penltima sflaba a soar como o aberto. 
Eis alguns: 
ahrolho() - ahrolhos() 
aposto - apostos 
caroo - caroos 
choco chocos 
corno - cornos 
corpo corpos corvo - corvos despojo - despojos destroo - destroos escolho - escolhos esforo - esforos estorvo - estorvos fogo - fogos 
forno - fornos forro - forros fosso - fossos miolo - miolos 
Os substantivos no fechado no plural: 
compreendidos na relao acima mantm o o 
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GRADAO 
Por meio do grau exprime-se: 
a) O aumento ou a diminuio de um ser, relativamente ao seu tamanho normal; 
b) A intensidade maior ou menor de uma qualidade. 
O primeiro tipo de gradao, chamado gradao dimensiva,  prprio dos substantivos; o segundo, gradao intensiva, dos adjetivos. 
O grau pode aparecer excepcionalmente nos pronomes, verbos e advrbios; exemplos: Elezinho  um encanto! - Nen est donrnndinho. Irei agorinha mesmo. 
GRAUS DO SUBSTANTIVO 
So dois os graus do substantivo: o aumentativo e o diminutivo, que se podem expressar analtica ou sinteticamente. 
O aumentativo analftico constri-se com o adjetivo grande, ou outro de significao equivalente; o diminutivo analtico, com o adjetivo pequeno, ou outro de sentido 
equivalente. 
Exemplos: 
nariz grande, automvel pequeno. 
Trata-se, conseqentemente, de um processo de ADJETIVAO. 
O aumentativo sinttico forma-se com os sufixos zio, orra, ola, az e, principalmente, o, que possui as variantes eiro, alho, aro, arro, zarro. 
O aumentativo, muitas vezes, exprime desprezo (sabicho, ministrao, espertalho, poetastro, etc.) e tambm pode indicar certa intimidade (Ele  um amigalho!). 
No primeiro caso, tem valor pejorativo. 
O diminutivo sinttico expressa-se com os sufixos ito, ulo, culo, ote, ola, im, elho e, sobretudo, inho e zinho. Este ltimo  obrigatrio quando o substantivo terminar 
em vogal tnica, ou ditongo: caf, pai 
- cafezinho, paizinho. 
Em regra, os diminutivos encerram idia de carinho. Com esse intuito, junta-se o sufixo at a adjetivos: limnpinho, bonitinho, pequenito, etc. 
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H tambm alguns pejorativos: professoreco, livreco, casebre, etc. Trata-se, conseqentemente, em ambos os casos (aumentativo e diminutivo sintticos) de um processo 
de DERIVAO. 
Eis, para consulta, uma lista de aumentativos sintticos: 
alegria alegro 
amigo - amigalho 
atrevido - atrevido, atrevidao 
bala - halao, halzio 
barba - harbaa 
barca barcaa 
beio - heiola, heiorra 
bobo - hobalho 
boca - bocarra 
cabea cabeorra 
co - canzarro, canaz 
capa - capeiro 
casa - casaro 
chapu - chapelo, chapeiro 
copo - copzio 
corpo - corpanzil 
doido - doidarro 
drama dramalho 
espada - espadalho, espadago 
esperto - espertalho 
estpido - estupidarro 
faca - facalho, facalhaz, faco 
fatia - fatacaz 
gato - gato, gatarro, gatzio 
homem - homenzarro 
inseto - insetarro 
ladro - ladravaz 
lobo lobaz 
macho - machacaz 
mo - manzorra 
mdico - medicastro (pejorativo) 
mestre - mestrao (pejorativo) 
ministro - ministrao (pejorativo) 
moo - moceto 
nariz - narigo 
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navio - naviarra 
negcio - negociarro 
negro - negro, negralho 
parvo - parvoeiro 
pedinte pedincho (pejorativo) 
pobre pobreto (pejorativo) 
porco - porcalho 
prato pratarraz, pratalhaz 
preto - preto, pretalho 
rapaz - rapago 
rico ricao 
sbio sabicho (pejorativo) 
santo - santarro (pejorativo) 
sapato - sapato 
torre torreo 
tolo toleiro 
vaga - vagalho 
vilo - vilanao, vilanaz 
voz - vozeiro 
Eis, igualmente para consulta, uma lista de diminutivos sintticos:* 
animal animalito, animalejo, animlculo 
co canito, canicho 
casa - casita, casinholo, casucha 
comentrio - comentarolo 
corpo corpsculo 
diabo - diabrete 
espada - espadim 
galo - galispo 
globo - glbulo 
gro grnulo 
gota - gotcula 
moa - moila 
n ndulo 
nota - ntula 
ncleo - nuclolo 
ovo - vulo 
* Qualquer substantivo admite a formao com o sufixo i,,ho ou zinho. Por isso tais formas no se mencionam na lista. 
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papel - papelito, papelucho 
poro porcincula 
povo - povilu 
raiz - radcula 
rei reizito, rgulo (pejorativo) 
rio - riacho 
rua - ruela, rueta 
saca - sacola 
saco saquitel 
saia - saiote 
sala - saleta 
velho velhote 
via viela 
Muitos aumentativos e diminutivos so meramente formais, isto , no encerram idia de aumento, ou de diminuio. Esto no caso, por exemplo, cartaz, cartilha, cavalete, 
dentua, ferro, flautim, papelo, porto, Jblhinha (= calendrio), coipinho (pea de vesturio), etc. 
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II 
